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Entrevista Gepex

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Projetos de Pesquisa são importantes para o avanço estrutural de todo o país

No início de todos os anos as pessoas tendem fazer reflexões sobre suas condutas, suas estratégias de estudos, de trabalho, de relacionamentos, buscando novos e melhores caminhos para suas vidas pessoais, acadêmicas e profissionais. Foi então, pensando em inovação, que o Câmpus Aparecida de Goiânia do Instituto Federal de Goiás resolveu refazer um convite para toda sua comunidade. Trata-se de um chamamento, pra que todos os servidores e discentes da instituição se desafiem a criar e inscrever mais e novos Projetos de Pesquisa. A partir deste ano os trabalhos passam a contar com uma nova plataforma para a inscrição de projetos. Tudo pode ser feito online, clicando aqui.

Nosso propósito é refrigerar nossos espaços de pensamento, e alcançar novos degraus de desenvolvimento intelectual, tanto internamente, quanto socialmente. Para começar algo assim, só precisamos dar o primeiro passo. Talvez você encontre essa oportunidade de entrada, ou de renovação, nas palavras que seguem. A entrevista que segue revela a importância dessa disponibilidade do aluno e dos professores para os projetos de pesquisa, e aponta oportunidades para quem quer iniciar um novo trabalho científico.


Entrevista com Prof. Carlos Otto - Gerente de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do IFG Aparecida de Goiânia

 

CCS: Primeiramente, quem pode cadastrar um novo projeto de pesquisa por meio das chamadas públicas do IFG?

Carlos: Tanto os servidores técnico-administrativos, quanto os docentes podem cadastrar projetos. Em geral o cadastro de projetos de pesquisa serve às proposições dos servidores, que em muitos casos elaboram planos de estudos e de trabalho que funcionam como um guarda-chuva, acatando ações e trabalhos menores, que se juntam sob uma mesma temática.

No caso dos docentes, na maioria dos casos, junto com esses projetos vêm os pequenos projetos que vão ser desenvolvidos como iniciação científica junto aos alunos, seja dos cursos técnicos ou dos cursos superiores. Alunos de todos os cursos podem participar, desde os cursos técnicos em tempo integral até os cursos técnicos da Educação de Jovens e Adultos - EJA, e, claro, dos cursos superiores.


CCS: Até quando os projetos podem ser cadastrados?

Carlos: O cadastro de projetos é de fluxo contínuo, então eles podem ser cadastrados a qualquer tempo, exceto no período de férias.

 

CCS: Qual a importância do desenvolvimento de projetos de pesquisa pela comunidade do IFG Aparecida de Goiânia?

Carlos: A realização desses projetos é importante porque eles são a base do desenvolvimento tecnológico e científico da instituição, e é por meio deles que geralmente os alunos se envolvem e começam a participar de projetos de iniciação científica.

Atualmente a gente tem projetos de praticamente de todos os cursos, e se não são especificamente de uma área, pelo menos dialoga com todas as áreas.

Mas ainda assim, o número de projetos cadastrados é pequeno, tendo em vista a quantidade de docentes doutores, ou de docentes que são mestres e estão cursando o doutorado. Esse fator é importante, inclusive, porque ele impacta na matriz orçamentária do câmpus, e no recurso que é disponibilizado pelo MEC pro câmpus todos os anos.

 

CCS: Quem sai ganhando com as pesquisas realizadas em nosso câmpus?

Carlos: As pesquisas que nós desenvolvemos aqui são importantes na estruturação do pensamento científico e no desenvolvimento tecnológico do país, então de alguma forma a gente soma pra esse desenvolvimento.

O trabalho também repercute na vida do pesquisador com uma possibilidade de aumento da produção, seja através de artigos, de produções técnicas, de trabalhos monográficos ou dissertações, além da possível participação, ou indicação, para programas de pós-graduação lato-sensu ou stricto-sensu. Nesses casos há a possibilidade desse pesquisador desenvolver suas investigações com um pouco mais de aporte, um pouco mais de recurso.

Não há retribuição financeira pra participação nesses projetos, pelo menos não pelo Instituto. Nós temos optado por uma política de fornecimento de fomentos pra compra de equipamentos ou de materiais de consumo, mas em geral, as bolsas que oferecemos são as bolsas dos outros programas institucionais. Mas com o cadastro do projeto de pesquisa, a pessoa pode buscar recursos em outras fontes, tais como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES e a Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, ambas do Governo Federal, ou a própria Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia de Goiás, e ainda existem algumas outras possibilidades de apoio.

Os projetos de pesquisa também favorecem a participação dos servidores e dos estudantes em eventos, em apresentações de trabalhos, através de fomentos do próprio IFG, como o Programa Institucional de Incentivo à Participação em Eventos Científicos e Tecnológicos para servidores, o PIPECT, e o Programa Institucional de Incentivo para estudantes do IFG, o PAECT.

 

CCS: Qualquer ideia pode fazer nascer um projeto de pesquisa? O trabalho de pesquisa ele pode tanto ser prático quanto teórico?

Carlos: Não necessariamente toda ideia vai virar um projeto de pesquisa. A gente costuma dizer que pra ter um projeto de pesquisa você precisa ter um problema, e precisa ter hipóteses que te indiquem como solucionar esse problema. Pelo menos essa é a forma mais tradicional de se ver isto. Mas existem as mais diversas possibilidades. Desde a pesquisa mais empírica, ou uma pesquisa mais aplicada, que seria o foco principal do Instituto, até pesquisa mais teóricas, e de ciência básica, que são mais destacadamente teóricas.

 

CCS: Quais são as áreas que mais têm atraído pesquisadores em nosso câmpus?

Carlos: As pesquisas que são realizadas hoje no câmpus dialogam bem com os eixos de atuação desta unidade da Instituição. Algumas têm repercussões tecnológicas, como a produção de produtos, ou de elementos de inovação, e outras favorecem bastante o desenvolvimento na área educacional, no que diz respeito aos cursos superiores ligados com a área de ensino, que seriam a licenciatura em dança e a pedagogia bilíngue.

No nosso câmpus há um predomínio de três áreas no desenvolvimento das pesquisas. Eu diria que quantitativamente há o predomínio da área da construção civil, da área de alimentos e da área de química. Estas três áreas estão bem equilibradas.

 

CCS: Em média, qual é a duração de um projeto de pesquisa?

Carlos: Os projetos podem ter duração de até 3 anos. Na média, nessa modalidade de cadastro de projetos de pesquisa, os projetos duram em torno de 24 ou 36 meses. É difícil ter propostas com menos de 24 meses, porque geralmente são projetos com questões mais amplas, e com uma necessidade maior de tempo pra poder apresentar possíveis soluções e reflexões que forem encontradas no desenvolvimento das pesquisas.


CCS: Quantas pessoas podem participar de um projeto de pesquisa?

Carlos: Não há uma quantidade definida. Nós temos projetos cadastrados com um pesquisador e um servidor, até projetos com dez pesquisadores, envolvendo servidores docentes, técnicos, e estudantes, tanto do ensino técnico quanto da graduação.

 

CCS: Onde esses trabalhos de pesquisas em andamento e já realizados podem ser apresentados publicamente?

Carlos: Os trabalhos podem ser apresentados mesmo não tendo sido ainda totalmente concluídos. A gente tem valorizado isso através dos seminários locais, que acontece todos os anos nos câmpus e do seminário institucional, que reúne todos os campus por meio da Reitora. Outra forma de oportunizarmos estas divulgações públicas dos trabalhos é através dos Programas de Fomento, pra participação dos servidores e dos estudantes em eventos científicos e acadêmicos. Entretanto, pra que os estudantes possam participar deste tipo de edital, eles precisam estar cadastrados na modalidade, em um dos programas de iniciação científica, cujos editais ainda devem sair esse ano, por volta dos meses de março e abril.

 

CCS: O que é preciso fazer pra começar um projeto de pesquisa?

Carlos: Pra começar o projeto é importante elabora-lo na forma escrita, de acordo com o modelo que está disponibilizado no sistema do IFG. É importante também observar a regulamentação que está vigente, pra não ter dificuldades quanto aos requisitos mínimos pra participação. Outro passo muito importante é a reunião e estruturação de uma boa equipe, que vá conseguir alcançar os resultados previstos, dentro dos prazos estipulados no projeto.

 

 

A partir deste ano os trabalhos passam a contar com uma nova plataforma para a inscrição de projetos.

Tudo pode ser feito online, por meio do seguinte endereço: http://sugep.ifg.edu.br/eventos/administracao/seminarios/1650

 

Para mais informações procure a Gerência de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Câmpus. Tel.: 62 3507 5972